Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Família feliz e saudável.


O tema da felicidade está muito relacionado ao da eficácia [1]. Cada vez que se fala sobre família, felicidade ou sobre boa forma de gerir uma empresa, o grande foco destacado é na eficácia. Este tema está cada vez mais atual, levando-se em conta que o mundo também está necessitando mais e mais de parâmetros para se viver.

As teorias sobre liderança (as quais abordam o tema da eficácia [2]) levam o leitor a compreender a necessidade de aprender a lidar com vários aspectos da vida – tanto particular quanto profissional, para que haja eficácia. Um dos livros mais conhecidos a tratar sobre este assunto veio de Stephen Covey, com o título “Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes”. Este livro vendeu mais de 15 milhões de cópias em várias partes do mundo. Os sete hábitos são:

  1. Seja Proativo;
  2. Comece com o Objetivo em Mente;
  3. Primeiro o Mias importante;
  4. Pense Ganha/Ganha;
  5. Procure primeiro compreender para depois ser compreendido;
  6. Crie sinergia;
  7. Afine os instrumentos;

Este sete hábitos incorporam uma forma de viver na qual a qualidade de vida é de suma importância. Desta forma, a pessoa que seguir estes passos poderá fica mais eficaz e, conseqüentemente, mais feliz.

Mas a felicidade no lar não depende apenas de lideraça, mas também de amor, e principalmente amor entre casais. A literatura atual tem-se desenvolvido cada vez mais para ajudar as pessoas a conviverem melhor com seu cônjuge [3].

Observando vários aspectos desta literatura e das mídias em geral, percebe-se a necessidade primordial de apenas uma coisa, para que haja felicidade e eficácia: a COMUNICAÇÃO.


A revista Você/a deste mês de maio traz uma reportagem falando justamente da comunicação. Uma pesquisa apresentada na reportagem “Fala, gerente!” mostra que apenas 60% de todos os profissionais entrevistados não entendem quais são suas metas”. Esta falha, de acordo com a revista, está principalmente na comunicação do gerente com seus subordinados. Vocês/a listou 9 problemas para gerar erros de comunicação:


... a empresa muda muito suas estratégias e metas,

... há excesso de informação, consumindo o tempo do gestor,

... o gestor é técnico, com baixa aptidão para se comunicar

... a rádio-peão é mais rápida do que o gestor ou a empresa,

... a mensagem passa por muita gente até chegar ao analista,

... um gestor sonega informações por medo de perder o posto,

... a chefia não tem objetividade na hora de informar a equipe,

... o gestor não sabe ao certo para onde a empresa/área deve seguir,

... as informações são liberadas aos poucos e desordenadamente.

Pode-se ver, portanto, que a comunicação na família, com os amigos e também no trabalho é de importâncial tal que sem ela, você nunca será eficaz em qualquer área de sua vida – consequentemente eficaz também.

Então você pode perguntar: – Como posso ter uma comunicação eficaz?

A resposta é simples, mas a prática muitas vezes se torna complicada. Para se comunicar bem, você precisa primeiro compreender para depois querer ser compreendido (uma das regras de Stephen Covey citada acima neste artigo). Depois que entender o ponto de vista das pessoas, coloque o seu ponto de vista. Caso você tenha que tomar a atitude de falar ou comunicar-se primeiro, tenha certeza de fazê-lo com o empenho de ser aberto para possibilidade de conversa e muitas vezes até mudança de foco e metas.

A parte interessante disso tudo é que não se consegue tal comportamento humilde para a comunicação se cada um não tiver AMOR pelo seu próximo. Geertz (1989) diz sobre o sentimento de amor “para saber como nos sentimos a respeito das coisas precisamos de imagens públicas de sentimentos que apenas o ritual, mito e a arte podem fornecer” (pg. 60). Pensando por este lado, percebemos a importância dos exemplos de amor dados por nossos pais, amigos, família e principalmente Deus. Nós aprendemos com eles. Mas o importante é que também temos de fornecer este amor, para que o ato da comunicaçao se perpetue de forma eficaz, afim de todos sermos realmente felizes.

O livro “As cinco linguagens do amor” de Gary Chapman, mostra evidências do cotidiano que o amor é uma prática escollhida para se fazer, ou seja, não espere receber para então dar – e sim escolha hoje amar, e haja de acordo.

O maior exemplo de amor dado para o ser humano foi o de perdão - dado por Deus. Viva este amor, para conseguir a tão desejada felicidade.

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[1] Para mais detalhes, veja o livro “O oitavo hábito da eficácia à grandeza” de Stephen Covey.

[2] Para ver uma revisão bibliográfica sobre as teorias da liderança, veja Apêndice 2 do livro “O oitavo hábito da eficácia à grandeza” de Stephen Covey.

[3] Veja “Receitas para a conjugalidade: Uma análise da literatura de auto-ajuda” de Vera Lúcia Pereira Alves.

Elber Rizziolli

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

O frango e você…

Está com fome? Gosta de um franguinho?

Bom, não é este tipo de frango que você está pensando, mas um gol (frango) de futebol incrível que aconteceu “frangado” pelo goleiro Andre Hansen, do Lillestrom. O zagueiro recuou a bola e, quando Andre foi chutar, acabou errando a bola, que por sua vez passou reto e foi para o gol.

É interessante notar que estas pessoas – os jogadores de futebol – são pagas (e muito bem, por sinal) para não cometer este tipo de erro como o do goleiro Andre. Observe que em quase todos os jogos de futebol o atacante, a menos de 20 metros do gol, consegue chutar para fora dele, sem ao menos acertar o goleiro (o gol tem 7,32 m de largura e 2,44 de altura).

Será que podemos crucificar os jogadores por isso? É claro que não pois é consideado quase um “acidente” de trabalho. Mas não quer dizer que podemos deixar de reclamar.

Observe que na vida, o tempo todo as pessoas (incluindo você) cometem erros desse tipo. Por exemplo:

Você foi feito para viver, e viver bem – mas muitas vezes escolhe trabalhar muito, quase sem tempo para nada, para no final desfrutar de seu dinheiro com uma bela pressão alta e um histórico de duas ou três paradas cardíacas.

Você foi feito para viver, e viver bem – mas escolhe estudar, e estudar muito, trabalhando para pagar seus estudos, é claro, para no final perceber que não era bem aquilo que gostaria de fazer.

Você foi feito para viver, e viver bem – mas escolhe um companheiro para sua vida, o qual depois de várias brigas, percebe que o errado na história é você mesmo, mas já é tarde de mais para voltar.

Você foi feito para viver, e viver bem – mas escolhe buscar seus prazeres e hobbies – enquanto jovem – naquilo que está na moda, para, mais tarde, descobrir que está com aids e um “bonito” câncer de pulmão.

Na realidade é muito fácil falar e muito difícil fazer. Mas naquilo que você puder aprender apenas ouvindo – sem precisar passar pela experiência amarga – aproveite, pois você foi feito para viver, e viver bem – e não para cometer “frangos” em sua vida.

Elber Rizziolli

Domingo, 10 de Maio de 2009

A Nova gripe – H1N1 e VOCÊ


Eu te pergunto:

-- O que esta nova gripe H1N1 tem a ver com você?

Você poderia responder:

-- Sei lá!

-- Muita coisa, pois ela me fez ficar preocupado, e etc.

-- O que é isso?

-- Você não tem nada que saber da minha vida.

-- Ela tem a ver comigo da mesma forma que o pato Donald tem a ver com você – ou seja, NADA.

-- Tudo – eu a contraí!!!

Eu lhe dou outra alternativa:

-- Ela significa NADA e ao mesmo tempo TUDO.

Como assim? Está tudo confuso? Deixa-me explicar, pois é muito simples de entender:

Enquanto você não conhece este vírus e suas conseqüências nem de ouvir falar, ele não tem nada a ver com você. Mas a partir do momento que você o conhece, ele tem tudo a ver com você.

-- Mas isso não está muito bem explicado, pois é muito lógico...e ao mesmo tempo sem nexo. - você poderia comentar.

Tem razão. Mas e se eu dissesse o seguinte:

-- O tempo que você tira para o conhecimento de determinados assuntos (como o vírus H1N1) te faz ser TUDO para ele – pelo menos naquele momento, ou seja, você é todo dele – sua atenção, aprendizado, etc. Da mesma forma se você viu, ouviu, mas tem desleixo pela informação, não se preocupa com aquilo que está aprendendo ou vendo e lendo, ele se torna NADA para você. Mas tudo aquilo que nossos sentidos captam, em menor ou maior grau, fica registrado em nossa mente (Freud, Piaget e muitos outros autores corroboram esta idéia). Portanto o NADA pode ao mesmo tempo significar o TUDO – mesmo que você não queira.

Conclusão de tudo isso:

Realmente você pode até deixar passar informações, mas elas estão por todos os lados. Se você não aprender a filtrar tudo aquilo que lê, ouve e sente, se tornará apenas um fantoche sem o senso crítico necessário para um bom homem que se denomine sapiens.

Critique, pergunte, saiba o que faz, para depois saber cobrar de si mesmo o que falta. E se quiser realmente ter o discernimento para estas coisas, peça a Deus – experimente, e Ele o ajudará.

Elber Rizziolli

Neurociência e Einstein


Qual o tamanho do seu cérebro? Isso pode influenciar na sua inteligência ou capacidade?

Bom, estas perguntas foram feitas por Franz Gall (1758 – 1828). Ele desenvolveu a frenologia – onde seria capaz de determinar o caráter, características da personalidade e grau de criminalidade de uma pessoa pela forma de sua cabeça. Assim sendo, até você poderia ser considerado criminoso se tivesse a cabeça num formato que mostrasse isso. Loucura? Não. Na realidade ele estava enganado, mas com estes estudos ele começou a desenvolver o “localizacionismo experimental” – que mais tarde se tornou o imageamento funcional por ressonância magnética. Se você não entendeu muita coisa, a imagem abaixo mostra um exame feito com ressonância magnética (o primeiro exame com esta técnica fora feito por Seiji Ogawa, em 1992).


O interessante é que depois de alguns anos que a frenologia fora descartada, os cientistas, estudando o cérebro de Einstein, descobriram um aumento do lobo parietal de 15% a mais do que o normal na maioria das pessoas (este estudo está no site da revista Science – em inglês). Eles querem entender o porquê desse aumento.

É certo que a frenologia estudava apenas o formato da cabeça “por fora”, mas este estudo (do cérebro de Einstein) pode demonstrar que quando desenvolvemos muito uma área do cérebro, ele pode até aumentar de tamanho (lembre-se que isso não seria visível por fora, ou seja, se você estudar o resto da vida não vai ficar cabeçudo).

Até os últimos estudos da neurociência, não existe comprovação da ligação entre o tamanho do cérebro com a inteligência – mas este fato do cérebro de Einstein não deixa de ser interessante. Imagine, então, se o que você mais faz na sua vida fosse mostrado pelo seu cérebro através do aumento de tamanho. Talvez muitas mulheres teriam a região da fala incrivelmente protuberante...e você?

Deixando de lado a brincadeira, o estudo feito pelos cientistas na área da neurociência tem-se desenvolvido cada dia mais (literalmente). Isso torna o homem muito mais responsável por si, pois conhecimento traz responsabilidades.

Cada vez mais a neurociência demonstra que o corpo humano é reflexo daquilo que se vive como um todo, ou seja, tudo aquilo que você faz, ouve, vê, enfim, sente, reflete diretamente em seu comportamento e vivência – qualidade de vida. Paulo, na Bíblia, diz em Filipenses 4:8 Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

Fique tranqüilo com o tamanho do seu cérebro e se preocupe mais em estudar e aprender, com humildade e responsabilidade.

Elber Rizziolli.


Obs: A parte histórica da neurociência foi tirada de um livro que estou lendo:

"Neurociência da mente e do corpo" / Roberto Lent, coordenador. - Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2008.

Dia das Mães


Pensando no que poderia postar aqui no blog neste dias das mães, fui levado a pensar numa palavra única, ensinada por todas as mães – AMOR. Antes mesmo que o filho aprenda sobre amor de Deus, ele é ensinado por sua mão na forma de exemplo o que é amar.

Leia e reflita. Este texto foi extraído de um vídeo.

· A inteligência sem amor, te faz perverso;

· A justiça sem amor, te faz implacável;

· A diplomacia sem amor, te faz hipócrita;

· O êxito sem amor, te faz arrogante;

· A riqueza sem amor, te faz avaro;

· A docilidade sem amor, te faz servil;

· A pobreza sem amor, te faz orgulhoso;

· A beleza sem amor, te faz ridículo;

· A autoridade sem amor, te faz tirano;

· O trabalho sem amor, te faz escravo;

· A simplicidade sem amor, te deprecia;

· A oração sem amor, te faz introvertido;

· A lei sem amor, te escraviza;

· A política sem amor, te deixa egoísta;

· A fé sem amor, te deixa fanático;

· A cruz sem amor se converte em tortura;

· A vida sem amor…não tem sentido...


Elber Rizziolli

Sábado, 9 de Maio de 2009

H1PS1 - A nova Pandemia


"Os produtores buscam pessoas controladoras e antissociais para dar mais dramaticidade a esses programas. E quem se dispõe a participar o faz por um desejo incontrolável de se exibir"

Essa frase é de “Pinsky [que] trabalha desde 1991 numa das principais clínicas de reabilitação da Califórnia, comanda um reality show e um programa de aconselhamento amoroso numa rádio.” (Veja)

O artigo trazido pela revista Veja nesta semana aborda uma necessidade demonstrada por várias pessoas de gostar de si mesma, querer aparecer, enfim, o narcisismo.

Numa hora de extrema sinceridade, “os psicólogos Jean M. Twenge e W. Keith Campbell sustentam que uma compulsão narcisística permeia toda a cultura americana atual. As celebridades seriam as disseminadoras desse vírus.”

Um poeta romano chamado Ovídio escreveu o que seria a “história” do narcisismo: um homem chamado Narciso que foi condenado a admirar seus reflexos nas águas de um lago para sempre. Para um estudo mais amplo sobre as diferentes tendências teóricas do narcisismo, clique aqui. ou aqui.

Freud falou bastante sobre o narcisismo, dizendo que “O narcisismo teve um parto difícil e trás todas as marcas da deformação correspondente” (biografia de Sigmund Freud, de Ernest Jones [1979]). Assim, nem ele sabia exatamente no final do processo como que se dava esta situação do narcisismo.

Mas com os novos estudos – apresentado na reportagem de Veja – podemos destacar “os sete traços que caracterizam as personalidades narcisísticas”. Veja qual deles você possui:

· AUTORITARISMO: Intolerante às críticas, a pessoa quer controle total sobre os que a cercam;

· SUPERIORIDADE: O indivíduo imagina-se extraordinário e mais importante que os demais – atitude que não raro se conjuga a preconceitos raciais ou sexuais;

· VAIDADE: Em suas fantasias de sucesso ilimitado, a pessoa preocupa-se exageradamente com o poder, a fama e a beleza;

· EXIBICIONISMO: Não basta ser rico e bonito: é preciso expor detalhes íntimos de forma compulsiva;

· EXPLORAÇÃO DOS OUTROSA: pessoa vê os outros como serviçais. Oscila entre a supervalorização dos que lhe são úteis e o desprezo por quem não satisfaz suas vontades;

· AUTOSSUFICIÊNCIA : A admiração e a confiança em si mesmo são tão exacerbadas que o indivíduo se fecha em seu mundo;

· PRETENSÃO A PRIVILÉGIOSÉ: o famigerado "sabe com que está falando?": a pessoa julga que a beleza e a posição lhe conferem todo tipo de direito;

O problema destas características é que com elas o homem se torna orgulhoso, entrando num estado onde é quase impossível se colocar no lugar dos outros – uma norma de fé colocada por Jesus em Mateus 20:26 e 27.

Não só o cristão, mas qualquer homem deve aprender a se colocar no lugar do outro. Somente assim o mundo melhorará. Este vírus do narcisismo H1PS1 – Hoje 1 (primeiro) Para Sempre 1 (primeiro) – se alastra e já pode ser considerado a pandemia do novo milênio. É fácil vermos os jovens serem influenciados por este vírus devastador – e não só eles, mas todos aqueles que se julgam vaidosos. Podemos lembrar que a vaidade talvez seja um dos primeiros sintomas deste vírus.

Viva alegre e lembre-se: o que torna o homem mais alegre é ser útil aos outros...e cuidado para não pegar o H1PS1.

Elber Rizziolli.

Aproveitando o momento...


Muitas pessoas adoram ficar falando sobre sorte:

-- Eu já tive sorte “nisso”, “naquilo”, etc. Mas na maioria das coisas eu não tenho muita sorte não!

Você já encontrou gente assim? O que? Você mesmo?...

Bom, sendo o seu caso ou não, realmente parece que às vezes temos sorte e outras vezes não. Quando mais precisamos dela, na verdade, aparece aquela outra “coisinha” a qual damos o nome de Lei de Murphy.

Se você fizer uma pesquisa no Google com a palavra sorte verá um resultado de aproximadamente 69.400.000 (09/05/09). É muita sorte...

Loteria, mapa astral, e muitas outras “ferramentas” para te dar sorte são encontradas tanto na internet como também no dia-a-dia fora dela - jornais, revistas (muitas vezes especializadas), televisão, são alguns desses exemplos.

No entanto o que mais impressiona é que não existe nada que comprove que a sorte exista. Alguém pode chegar e dizer:

-- Tá vendo? A sorte, Deus, trevo de quatro folhas, etc, é tudo a mesma coisa, não podemos provar nada.

É comum ler e escutar este tipo de argumento (basta pesquisar por George Carlin). Então como podemos dizer que Deus existe e a sorte não? Ou ao vice-versa? George Carlin diz (sem citar fontes – até onde li) que em qualquer uma destas crenças, a proporção de respostas a pedidos (orações) é 50% atendidos e 50% não atendidos. Ou seja, se eu acredito no trevo de 4 folhas, por exemplo, meus pedidos para ele podem dar certo ou errado da proporção 50%/50% - e Deus da mesma forma (ou qualquer outra crença).

Ele também fala de controle de massa, onde os mais inteligentes controlam os menos inteligentes. Esses inteligentes não crêem em nada, apenas inventam histórias para que possam controlar a massa – os menos inteligentes.

O problema é que se pegarmos o mesmo argumento dele podemos dizer:
-- Ele (Carlin) está manipulando as massas (menos inteligentes), dizendo que a ela sempre está errada. Ele a manipula de tal forma a não citar nenhuma fonte científica que argumente justamente o contrário daquilo que diz.

Para resumir o pensamento dele (e de muitos outros que vivem fazendo piadas preconceituosas) é o seguinte:

Se eu evidenciar para as pessoas que você está errado, automaticamente (independente da minha crença) eu “evidencio que estou correto” – ou seja – se você está errado, eu estou correto.
Essas pessoas aproveitam o momento para alardear uma suposta descoberta de que estão sendo manipulados, e todos têm de se libertar disto – e quem não o faz se torna fundamentalista e preconceituoso automaticamente.

Devemos tomar cuidado com aquilo que se passa pelos nossos 5 sentidos – em especial a audição e a visão. Temos que ler e ouvir aquilo que pudermos para sabermos escolher entre o certo e errado, mas sem esquecer que somos todos iguais e responsáveis por nossas atitudes.

Portanto, não estamos querendo defender Deus ou o trevo de 4 folhas neste artigo, mas apenas dizer que nem tudo o que se vê é verdade e nem tudo que é lógico está correto.

Elber Rizziolli

Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Pseudo-simbiose homeopata financeira !!!

Como disse Hipócrates, pai da homeopatia: similia similibus curantur - Semelhantes são curados por semelhantes.

financeiroA corrida para salvar o sistema capitalista mostra "semelhantes tentado curar semelhantes" numa tentativa financeira homeopática perto da crise atual. Esta pseudo-simbiose entre os governos demonstra-se frágil, a não ser que esta palavra "pseudo" saia da frente.

Para alguns especialistas econômicos, os governos necessitam de uma legislação "mais" universal com relação a economia global (na realidade ela nem existe). A menos que esta atitude seja tomada, não poderão conter com eficácia (entenda esta palavra em todos seus âmbitos) esta crise.

Em nossa vida fazemos o mesmo muitas vezes, tentando "tapar o sol com peneira". É um vírus social já imposto desde milênios pela própria sociedade, interligada com a ética e moral.

Nós, cristãos, cremos que o pecado é um vírus no qual estamos infectados. Apenas Aquele que se fez carne entre nós, como nós, mas não foi infectado por este vírus, é capaz de nos curar. Esteja pronto para aceitá-lo quando Ele chamar. Este chamado não tardará.

Elber Rizziolli

Domingo, 9 de Setembro de 2007

Escolas Adventistas - uma das melhores

Na edição da revista VEJA desta semana – 12 de setembro - Marcos Todeschini escreveu uma reportagem ressaltando o crescimento das escolas adventistas. Esse crescimento, diz ele, é devido ao ensino baseado em princípios e valores cristãos. Muitos pais colocam seus filhos nestas escolas porque “esses colégios são mais capazes de difundir valores "éticos", "morais" e "cristãos" (mesmo que eles próprios não sejam seguidores de nenhum credo)”

Todeschini, no entanto, coloca sua visão do que ainda falta nestas escolas: “Falta ainda a essas escolas, no entanto, entender que o criacionismo foi superado pela ciência há mais de um século.” Infelizmente a visão do autor com relação ao criacionismo se mostrou muito pobre, apenas enfatizando este “jargão evolucionista”. É claro que a discussão sobre o assunto fugiria do tema da reportagem, mas uma posição mais equilibrada do autor poderia se fazer presente.

Mas é interessante notar o real crescimento das escolas adventistas. Com uma educação firmada em princípios e valores cristãos e, que também apresenta o bom-senso (pois ensina tanto o criacionismo como o evolucionismo), é claro que a confiança sobre elas é depositada. Sendo assim, o aumento de alunos – como demonstrado pela reportagem da VEJA – seja automático.

Elber Rizziolli

Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

Analogia entre Dawkins e Cury


Richard Dawkins
Richard Dawkins, renomado biólogo evolucionista e etólogo, foi considerado pela revista Prospect, em 2005, o terceiro maior intelectual da atualidade. Em seu último livro – Deus, um delírio – Dawkins parece estar desabafando sua antipatia pela fé e religião. Como se fosse o “messias” do neodarwinismo, ele tenta evidenciar de muitas formas que Deus não passa de um delírio da mente humana.

Dawkins possui muitos seguidores de sua ateologia, assim como críticos também – principalmente os cristãos. Possui vários livros escritos, sendo o mais importante de sua carreira o livro intitulado “O gene egoísta”.

Augusto Cury

Augusto Cury, renomado médico psiquiatra, é principalmente conhecido pela elaboração da hipótese da “Inteligência Multifocal”. Faz muitas críticas ao sistema educacional da atualidade e também à ciência.

Cury é muito criticado na atualidade por ter escrito uma hipótese da construção dos pensamentos sem ter base bibliográfica (exemplo: Veja). Mas vários cientistas e principalmente psicólogos e educadores aderiram às suas idéias.

Ao fazer uma analogia entre estes dois estudiosos, estamos comparando suas idéias e não tentando equiparar Cury com Dawkins no aspecto intelectual.

O semideus Meme:
Richard Dawkins demonstrou em seu livro “O gene egoísta”, em 1976, que para a seleção natural ter ocorrido de forma não tão natural (porque se fosse natural como Darwin diz, seria matematicamente improvável), seria necessário algo que ajudasse na organização de experiências (idéias, sons, desenhos, etc) e que pudesse armazená-las.

Então com a observação dos indivíduos na atualidade e na história, ele desenvolveu a hipótese de que haveria uma unidade minima de informação autonoma chamada meme, o qual seria responsável pela organização de experiências, e depois por transmitir estas informações para seus herdeiros. Com essa hipótese, pode-se explicar porque as religiões existem hoje (e, de acordo com Dawkins, são consideradas um vírus na sociedade).
O meme é a resposta para QUASE tudo – tirando o essencial, ou seja, as respostas para várias perguntas sobre como ocorreu a evolução. Seria como explicar cientificamente (e não estaria errado) o porquê e como que o Papai Noel escolhe os presentes para as crianças. Poderíamos dizer que é por idade, por gosto, etc. Mas não estaríamos explicando como que ele existe. Teríamos as evidências (o presente aparece debaixo da árvore de Natal no dia 25 de dezembro), mas não teríamos como prová-las.
É claro que é só um exemplo (e, confesso, muito pobre – mas bom para exemplificar o que Dawkins faz com seus memes). Estamos dizendo que o meme, propagado pelo “messias” Dawkins, pode explicar honrosamente o porquê de muitas atitudes da sociedade, mas não passa de uma hipótese evidenciável, assim como a que o Dr. Cury aponta.

Inteligência Multifocal – uma boa resposta:

No livro Inteligência Multifocal Augusto Cury demonstra como que funciona a construção dos pensamentos na mente humana. Desconhecemos algum teórico da psicologia que tenha postulado sobre como que os pensamentos são construídos na psique humana, para depois gerar os comportamentos. Essa é a hipótese defendida por Cury em seu livro.

De acordo com a Inteligência Multifocal, existem três principais estímulos para o armazenamento das informações de experiências. São eles: estímulos extrapsíquicos (tudo o que está fora da mente humana), intrapsíquicos (informações que estão dentro da mente humana) e intraorgânicos (variáveis do organismo, como drogas, etc).

As experiências da pessoa são armazenadas na memória – que Cury chama-as de RPSs (Representações Psicossemânticas – podendo ser diretivas [relacionadas direto com o fato] e associativas [sem relação direta, mas indireta com o fato]). Exemplo: quando ouvimos uma música, automaticamente a memória busca em seu armazém todas as experiências (RPSs) que estão relacionadas direta e indiretamente com a música e, assim, forma o pensamento, mudando o estado comportamental (agitado, alegre, nostálgico, etc.) no mesmo instante. Tudo isso sem a interferência do “eu”. Apenas depois da formação do pensamento é que o “eu” entra em cena para ter o controle.

Conclusão

Dawkins fala de memes e Cury de RPSs. Os memes armazenam experiências organizando-as em informações que podem ser passadas de pai para filho, dando uma mãozinha assim à seleção natural de Darwin. As RPSs também armazenam experiências organizadas em informações e podem influenciar na biologia da pessoa, mas não possuem o poder de um semideus, como os memes de Dawkins, que podem ajudar na seleção natural, respondem a origem das religiões e tudo mais que existe na sociedade como um todo.

Dawkins tira por conclusão que Deus é uma impossibilidade e que acabou sendo um delírio na mente humana. Cury conclui que o aspecto mais inteligente do ser humano é a crença no Deus verdadeiro (ele – Cury – não expressa nenhuma religião, mas crê no deus Bíblico). Ele escreveu que seria impossível para a mente humana elaborar uma história como a de Jesus Cristo narrada na Bíblia, ou seja, ela seria verdadeira e Jesus também (com todas as prerrogativas: Deus-homem, todo poderoso).

Devemos a cada dia estudarmos as evidências existentes para nossas crenças, estarmos prontos para defendê-las e abertos para questioná-las. Nós, cristãos, temos por obrigação aprendermos as evidências plausíveis de nossas crenças.

Elber Rizziolli

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